15.1.18

Capítulo 3 - Parte Um


Será que havia espaço para ele no sofá? Joe sorriu de orelha a orelha de coração disparado de amor. Tinha mulher mais fofa que a dele? As sardas salpicadas na região do nariz até as bochechas davam a Demi um ar eterno de menina. O moletom grande pertencia a ele, e Joe riu porque o cabelo de Demi estava bagunçado, mas ainda sim a deixava fofa. Nos braços da namorada, Lucy estava dormindo que nem tinha notado a presença do dono, o que não acontecia com muita frequência. As duas estavam dormindo no sofá, Demi tinha a cadelinha encostada ao corpo e a abraçava de modo que só dava para ver a cabeça de Lucy fora da coberta. Ele tinha que ficar ali aquecido junto com elas! Ansioso, Joe descalçou o tênis e estudou como faria para se juntar a elas. Era quase onze da manhã e Demi ainda dormia enquanto ele já tinha saído para resolver alguns problemas para o chefe e devolver o carro para Ed.

Lucy foi a primeira a acordar quando a coberta foi puxada, ela ergueu o tronco e com cara de sono bocejou olhando para o dono. Demi nem mesmo se mexeu quando Joe a empurrou para se deitar de forma que conseguia abraça-la por trás. Na noite passada quando eles chegaram em casa, Demi tinha falado tanto sobre as irmãs e o pai, ela não parava de sorrir e acabou adormecendo no sofá abandonando o namorado e o filme que eles tinham combinado assistir. A vontade de Joe era outra, ele queria namorar, conversar e dormir mais tarde, porém entendia que o dia tinha sido cansativo e que a namorada precisava descansar.

Acomodado ao sofá, Joe abraçou Demi pela cintura e no mesmo instante fez careta porque Lucy o lambeou na mão antes de voltar a se aninhar. Tudo que vinha de Demi era bom. Joe a mordiscou na orelha aproveitando para sentir o cheiro maravilhoso que vinha dos cabelos castanhos e que o fez sorrir e roçar mais o corpo ao dela aproveitando para fechar os olhos. Onde estava o sono? Será que era porque estava muito claro na sala? Ele só conseguiu descansar pensando em como Demi era dorminhoca. Eram doze horas de sono? Como alguém podia ser tão preguiçoso? Quando eles estivessem no Texas, Clara acordaria Demi no nascer do sol. Era daquela forma que funcionava, quando a avó estava de pé para começar o trabalho na fazenda, os adultos também deveriam acordar. Só os doentes e as crianças que eram poupados e presenteados com mais uma hora de sono e nenhum mais um minuto, no caso dos pequenos.

   Preguicinha, está na hora de levantar. – Sussurrou quando Demi murmurou enlaçando os dedos aos dele, mas nem deu sinal que iria acordar. – Anjo, acorda. – Os lábios dele foram selados atrás da orelha direita, os dentes mordiscaram-na ali e a mão grande adentrou a blusa de moletom para tocar a curva da cintura e então abraçar um seio como Joe sabia que Demi gostava. – Acorda, vamos. – Ronronou a beijando ainda atrás da orelha e puxando vagarosamente o mamilo o sentindo endurecer entre os dedos logo lhe cutucando a palma da mão que abraçou o seio. – Acorda, princesa. – Nem sempre uma atitude agravada a todos. Lucy fez careta quando foi praticamente expulsa do sofá e Joe sentiu o corpo literalmente esquentar porque Demi tinha se virado para abraça-lo colocando uma perna entre as dele e descansando a cabeça no peito.

   - São quantas horas? – Ronronou Demi de olhos fechados. A perna foi empurrada contra a ereção involuntariamente, e aos pouquinhos o corpo se acomodou ao de Joe que chegou a fechar os olhos se sentindo ansioso para tê-la.

  - Dá última vez que olhei, eram quase onze horas. – O que Joe mais gostava no inverno era justamente de fazer amor com Demi. Parecia que o sexo ficava melhor e mais apaixonado por conta da necessidade que o casal tinha de continuar aquecido, e entre ele e Demi funcionava muito bem. A respiração de Joe ficou mais pesada quando ele guiou as mãos para o bumbum da namorada e o apertou sutilmente deixando um pequeno suspiro escapar de entre os lábios.

   - Eu preciso de mais quinze minutos. – Era inacreditável o que ele tinha acabado de ouvir! O cenho de Joe até franzido ficou. Demi não tinha sacado o que ele queria? Ela era tão esperta quando eles começavam a trocar carinhos, se fosse a namorada de alguns dias atrás, ela teria se erguido para olha-lo e esboçado um pequeno sorriso carregado de muitas más intenções e também devolveria o carinho de forma ousada, talvez roçando a perna mais a ereção ou simplesmente adentrando a calça para começar a brincar com ele sobre a roupa íntima.

   - Você está bem? – Perguntou desanimado, mas ainda havia a esperança de Demi ataca-lo, e era acreditando naquela teoria que Joe ainda tinha as mãos no bumbum o acariciando.

   - Estou. – Murmurou Demi o beijando no peito para depois abrir os olhos. – Você escutou o meu celular tocar? – Perguntou de cenho franzido e Joe negou balançando a cabeça. – Eu estou com tanto sono. Nós voltamos para casa tão tarde, mas eu adorei passar o dia com as minhas irmãs. – Joe assentiu sem muita vontade. Ele tinha ouvido tantas histórias sobre aquelas garotas.

   - Nós não voltamos tão tarde. – Disse adentrando a blusa de moletom para toca-la nas costas. – Você dormiu não tinha quinze minutos de filme, e era onze horas. Tem certeza que está com sono? – As mãos dele alcançaram o fecho do sutiã e sem dificuldade, Joe o abriu.

   - Absoluta, vou dormir na cama, ok? – O que diabos ele tinha feito? Joe ficou completamente boquiaberto quando Demi o beijou na bochecha e se levantou levando a coberta junto com ela em direção ao quarto. Aquilo estava errado, muito errado! Ele desabotoou o sutiã, e ela deixou! Tinha que significar alguma coisa. Levando a mão a testa, Joe choramingou frustrado.

   - Por que garotas são tão complicadas? – Perguntou quando Lucy apoiou as patinhas na barriga dele e balançou o rabo ao receber carinho atrás das orelhinhas. O que ele deveria fazer? O frio começou a incomoda-lo minutos depois. Joe cerrou os dentes e franziu o cenho ao se levantar. – Vai para sua caminha, vou ver o que está de errado com a minha princesa. – Disse a Lucy e ela não o obedeceu, subiu no sofá e se acomodou fechando os olhinhos. Joe a acariciou e para que a Lucy não passasse frio, ele tirou a jaqueta e gentilmente a cobriu.

Não tinha nada de errado com ele, tinha? Ele não cheirava mal e não estava com mal hálito. Estava tudo certo como sempre. Ao encarar a porta do quarto, Joe se sentiu nervoso, porém também decidido a saber o que estava acontecendo com Demi para que ela ficasse com tanto sono como dizia. Só que foi uma pena ao adentrar o quarto. Demi estava bem longe de aparecer alguém que estava com sono. Ela tinha acabado de sair do banheiro, e porque as sobrancelhas estavam bem penteadas e o começo do cabelo da testa com algumas gotinhas de água, Joe percebeu que ela tinha lavado o rosto.

   - Oi. – Quando ela sorriu, Joe entendeu que estava tudo bem e se aproximou para abraça-la por trás.

   - Oi querido. – Aos pouquinhos Joe conseguiu vira-la e a beijou na boca sem muita pressa aproveitando para levar as mãos a cintura e depois escorrega-las na direção do bumbum onde ele apertou com vontade, o que foi motivo para Demi sorrir entre o beijo, e quando eles terminaram, ela deu um selinho nos lábios dele e se deitou na cama.

 O celular estava plugado no carregador conectado a tomada. Demi se deitou no lado dele digitando agilmente assim que desbloqueou o celular e vez ou outra ria. Nem mesmo quando Joe se deitou a cama bruscamente, não o fez de proposito, Demi o olhou. Ela estava concentradíssima no celular! Joe se acomodou ao lado dela de braços cruzados e sem olha-la. Era o que ele fazia quando ficava emburrado, eram os sinais que Demi precisava para começar a mima-lo para descobrir o que o incomodava, porém nada! Ela riu e continuou a digitar.

   - Com quem você está conversando? – Perguntou Joe soando amigável e Demi não o respondeu. – Demetria. – Chamou de cenho franzido e quando Demi o olhou, ela perguntou esboçando um sorrisinho sapeca:

   - O que?

   - Com quem você está conversando? – Tornou a perguntar sem intimida-la, ele jamais o faria. Demi tinha toda a liberdade para conversar com quem desejasse mesmo que não agradasse a Joe.

   - Com as meninas. – Era claro. Com quem mais ela estaria conversando? Os olhos marrons não fitaram os dele depois daquela frase, estavam com o olhar fixo na tela do celular.

Foram minutos e mais minutos ouvindo as risadas de Demi sem que elas nem mesmo fossem destinadas a ele. Será que era egoísmo querê-la apenas para ele? Joe franziu o cenho e discretamente observou como Demi estava feliz e animada conversando no celular com as irmãs. Ela merecia ser feliz e ter aquelas pessoas para ama-la, mas não era justo que ele ficasse de lado. Selena também estava reclamando quando mandou mensagem para ele na noite passada.

   - Demi. – Chamou puxando a coberta para cobri-lo também. – Ei. – O corpo dele abraçou o dela por trás e os lábios mordiscaram o pescoço. – Eu estou aqui. – Joe tinha decidido que não iria confronta-la, pois não era necessário. Ele e Selena deveriam entender que Demi estava feliz por ter a família que sempre sonhou, era completamente normal que ela ficasse envolvida e diminuísse um pouquinho da atenção que estava acostumava a oferece-los, não significava que ela não gostava mais deles, caso fosse assim, ela não teria recusado o convite das irmãs para passar mais uma noite com elas.

   - Eu sei, Joseph. – Murmurou desconcentrada na conversa deles para continuar ativíssima na conversa com as irmãs no aplicativo do celular. Todas estavam online e faziam planos para aquela noite que passariam juntas no apartamento de Demi.

   Eu estou aqui. – Sussurrou quando arqueou a pélvis contra o bumbum. Ele não tinha mais vergonha entre quatro paredes. Demi tinha o ensinado que eles só desfrutariam do prazer se fossem sinceros sobre o que queriam. E ali estava Joe procurando por um pouquinho de afeto e carinho da namorada que nem mesmo tinha notado que o “Eu estou aqui” foi uma frase com duplo sentido.

O que mais era agonizante: a forma que os dedos de Demi se moviam agilmente na tela do celular, o barulho irritante que o aparelho emitia ao ser tocado ou o fato dela ignora-lo completamente? Quando Joe rolou para longe dela, a coberta foi junto e Demi só o olhou para puxar a coberta de volta o deixando com frio, frustrado e excitado.

   - O que você tem? – Demi perguntou quando Joe puxou a coberta para ele. E o tamanho daquele bico?

   - Não é só você que pode ficar com a coberta. Ela também é minha. – Ele disse sem deixa-la puxar a coberta só para ela. Diferente de Demi, Joe sabia compartilhar, já ela só pensava em se aquecer.

   - Tudo bem. – Eles não iriam brigar? Acontecia algumas vezes. Relacionamentos não eram perfeitos, e o deles estava muito longe de ser. Tinha dia que se tratavam tão bem, namoravam e faziam inúmeras declarações, mas também tinha Aquele dia. O dia. Tudo virava motivo de briga. Quem iria usar a tomada perto da cama, qual episódio das aventuras do batman iriam assistir, quem seguraria a guia de Lucy, quem ficaria por cima na hora do sexo e muitas outras coisas. – Você está estranho. – Foi o que ela disse e nem mesmo se esforçou para saber o porquê que Joe estava estranho, virou as costas e continuou no celular.

   - Você me ignora e eu estou estranho? – Era para ter soado mais baixinho, e foi o que chamou a atenção de Demi que se virou para olha-lo. – É. Você está me ignorando. – Ele sustentou o olhar dela até que Demi o desviou.

   - Eu não estou ignorando você. – Disse normalmente e até de cenho franzido estava sem entender a situação.

   - Ah, você está sim. Desde ontem no carro você está estranha. – A voz não estava alterada por mais chateado que Joe estava, ele tinha muita paciência para administrar aquele relacionamento e só explodia quando Demi passava dos limites ou quando ele passava.

   - Eu estou? Joseph, eu acho que nós tínhamos nos resolvido ontem, eu não estou estranha e muito menos ignorando você.

   - E por que você não está conversando comigo? Nós estamos sobre o mesmo teto e acomodados na mesma cama tem minutos! E tudo que eu ouço são as suas risadas. Você não perguntou como foi a minha manhã, não me deu o meu beijo e muito menos bom dia. Está colada nesse celular e eu estou aqui pior que alguém sozinho. – Tudo bem, ele não podia negar que estava com uma pequena pontada de ciúme, mas também tinha razão. Demi era carinhosa, grudenta e toda manhosa quando estava com ele, razão pela qual estavam sempre trocando beijos e carinhos, conversando e namorando.

   - Desculpa, bebê. É que eu estou tão animada. – Para desmanchar o bico que Joe fazia, Demi o beijou uma vez nos lábios e como viu que não teve resultado, começou a distribuir beijinhos pelo rosto do namorado até que ele sorriu. – Só vou me despedir das meninas. – Joe assentiu esboçando o sorriso de menino dele. O coração até mais rápido batia de felicidade porque teria Demi só para ele.

   - Hum, ah como eu amo você. – Quase não deu para Demi colocar o celular sobre o criado-mudo. Joe a puxou para os braços e a abraçou apertado.

   - Bom dia querido. – O sorriso dela foi de orelha a orelha quando Joe a acomodou na cama, deitou-se com cuidado cobrindo-lhe o corpo e puxou a coberta para protege-los do frio.

   - Bom dia, amor. – Ele fechou os olhos quando o cabelo da nuca foi puxado devagar e as pontas dos dedos começaram a massageá-lo no couro cabeludo. – Como foi a sua manhã? – Perguntou afastando as pernas para que Joe pudesse ficar entre elas.

   - Não muito cansativa. – Os lábios foram pressionados nos dela conforme os corpos se encaixavam. – Mas eu senti a sua falta. Estou acostumado a ficar com você, e odeio quando nós ficamos separados. – Ele era grande e másculo demais para ser manhoso e fofo. Os dedos de Demi tocaram a barba do queixo para depois o lábio inferior.

   - Nós não estamos separados e nem vamos ficar. – Os olhos dele eram lindos demais. O verde predominava, mas aos arredores da pupila, estava o marrom claro sendo um detalhe tão bonito. Demi fitou os lábios dele e voltou para os olhos indecisa, e os sentimentos que ela sentia por aquele homem guiaram-na à boca. Os lábios dela foram umedecidos antes de serem selados aos dele num rápido toque. Olharam-se nos olhos e repetiram o toque dos lábios até que Joe entreabriu os dele começando um beijo quente e molhado, deixando que o corpo descansasse sobre o da namorada e as mãos apertassem o corpo dela com cuidado. – Bom dia. – Demi sorriu de olhos fechados, deu um selinho nos lábios de Joe e ele a mordiscou no queixo.

   - Eu amo o seu queixinho. – Disse a mordendo exatamente ali e quando Demi sorriu, Joe suspirou porque o sorriso dela era fantástico. – E o seu sorriso também. – Onde os lábios queriam selar primeiro, Joe não sabia. Talvez ele a beijaria na boca novamente, ou continuaria mordiscando-a no queixo. Mas também tinham as bochechas, o nariz para ser roçado, o tórax e os preciosos seios onde Joe fazia questão de se demorar. – Eu amo você. – Ele descansou o corpo sobre o dela tendo cuidado para não exagerar porque Demi era delicada e pequena, diferente dele que era grande e forte.

   - Tem alguém aqui muito carente. – Tinha sorriso mais bonito que o dele? Demi murmurou um palavrão antes de beijar os lábios de Joe levando as mãos para acariciá-lo nas costas. – Meu garotão está carente. – O melhor de tudo era quando as bochechas dele ficavam coradinhas. Não importava o quão íntimos eram, Joe sempre coraria quando ela o chamasse de garotão o apertando na ereção. – Ei, vem cá. – Os olhos dela ficaram um pouquinho arregalados quando Joe a beijou no pescoço e com uma mão, acariciou o bumbum para que pudesse roçar o membro contra ela.

   - Posso tirar o meu moletom? – Demi não entendeu a pergunta e Joe franziu o cenho, mas sorriu apontando para o moletom que ela usava. – O meu moletom que alguém não sai de dentro. – Ele arqueou uma sobrancelha e Demi sorriu dando de ombros.

   - Você já deveria ter tirado. – Quando ela piscava para ele, o coração de Joe ia a mil! Ele a beijou na boca e quando foi empurrado, fez careta. – Pensei que você tiraria o seu moletom. – Os dois riram da confusão que foi para que Joe entendesse o que Demi de fato dizia. – Que eu estou usando. – Ele assentiu sorrindo e se ergueu a puxando para os braços.

   - Adoro a sua tatuagem. – Os lábios dele foram selados aos pulsos onde Joe tocou com cuidado examinando a tatuagem. Ele sabia que já estava cicatrizada, mas ainda sim optava por ser mais cuidadoso naquela área do corpo da namorada, e agora principalmente no pulso esquerdo onde estava tatuado Stay.

Demi sabia que ele não queria uma das típicas rapidinhas que aconteciam nos momentos mais inesperados do dia. Os toques dele estavam mais demorados e firmes, o jeito que ele a olhava e suspirava excitado também o entregava. O beijo intenso comprovou a teoria de Demi, e ela não resistiu, se entregou apaixonada que até gemeu entre o beijo quando sentiu as mãos grandes acariciá-la no bumbum para depois adentrarem o moletom para subi-lo devagar.

   - Joe, amor. – Chamou o acariciando no músculo dos braços e o mordendo no lóbulo da orelha esquerda. – Antes de começarmos, eu só preciso mandar uma mensagem para Sel, tudo bem? – Ele estava tão envolvido em tocar as mechas do cabelo e beijá-la no pescoço que assentiu subindo um pouco mais o moletom.

Alcançar o celular deu trabalho, e desbloqueá-lo foi pior porque as mãos de Demi estavam um pouco trêmulas e de quebra Joe ergueu o moletom, abaixou o sutiã e tomou os mamilos dela nos lábios logo adentrando a calça de moletom para afastar o fundo da calcinha e começar a tocá-la. Os beijos e toques quentes impediram que Demi conseguisse formular uma mensagem lógica para Selena, tudo que ela precisava era convencer Sel a passar aquela noite com ela e as irmãs, e se avisasse ainda mais tarde, Selena a mataria sem pensar duas vezes.

   - Você pode tirar o meu moletom, Joseph. – Ter as mãos dele vagando pelo corpo a levava para outra dimensão. De olhos fechados, Demi umedeceu os lábios e gemeu. Estava frio e ficar nua não era uma boa opção, mas quando a peça de moletom foi jogada para fora da cama junto com o sutiã, as mãos grandes de Joe aqueceram-na a apertando no quadril, os dedos foram deslizados na silhueta e nos seios até que eles foram cobertos e gentilmente massageados.

Os beijos e toques não davam muita oportunidade as palavras. Demi foi acomodada a cama por Joe, que a deitou com cuidado enquanto a beijava na boca e a acariciava. No instante que ele a olhou nos olhos quando se ergueu para tirar a camisa, foi como se ele fosse o cara mais sortudo de todo o mundo por ter uma mulher tão especial como aquela. Joe a beijou no queixo e suspirou apaixonado.

Eram peças e mais peças! Que Demi conseguiu contar, havia um suéter, duas blusas de manga e uma regata, mas talvez ela perdeu a conta porque o volume na região do zíper da calça jeans era o suficiente para estimular sonhos que ela gostaria que virassem realidade, porém não deu muito tempo de pensar em como seria bom dançar para Joe ou ser amarrada por ele… Os lábios foram beijados com calor, as mãos dele exploraram o corpo dela concentrando na maior parte do tempo nos seios e no bumbum. Demi não perdeu tempo e adentrou a calça jeans para movê-lo entre a cueca e o corpo o sentindo ficar cada vez mais excitado e pulsante por ela.

   - Eu amo você, minha menina. – Não tinha sensação melhor que saber que ela também o amava. Demi não precisava dizer, bastava ela sorrir para ele.

Tinha tempo demais que eles estavam apenas nos beijos, para se livrar das calças, foi trabalhoso, mas o frio foi o estimulante perfeito para que agilizassem o processo. Ele a penetrou de uma vez só e Demi gemeu alto o abraçando pelo pescoço. Nos primeiros minutos ambos estavam incontroláveis e barulhentos, principalmente Demi que arranhavam as costas do namorado com as unhas e mantinha os olhos fechados o sentindo entrar e sair do corpo. O frio não durou nada. Joe era quente e Demi se agarrava a ele provocando mais calor e o excitando com beijos longos e gemidos demorados.

Ouvir o som do toque do celular não estava nos planos de Demi, nada além de tocar o peito de Joe e empurrar o corpo na direção do corpo dele estava. Ele estava fabuloso e tão lindo corado e suado se movendo constantemente, Demi o beijou no maxilar e o agarrou pelo bumbum fechando os olhos para senti-lo. Ela não podia mover um músculo porque ele tinha acertado em cheio num lugarzinho sensível que estava a enlouquecendo.

   - Vai parar de tocar. – Disse Joe sussurrado no ouvido dela. Demi roçou a bochecha a dele e descansou a cabeça na curva do ombro satisfeita e feliz por tê-lo. – Eu estou te machucando? – Tudo bem que ele era um cara grande e pesado, mas era tão bom tê-lo sobre o corpo, poder tocá-lo nos músculos do braço e espalmar as costas largas!

   - Não amor, eu gosto muito de ter você por cima. – A mão grande a apertando na coxa e a forma que Joe se concentrou em entrar e sair a olhando nos olhos foi o suficiente para fazer Demi piscar os olhos e morder o lábio inferior para se controlar, mas não deu certo, ela gemeu alto e amou ainda mais quando Joe se curvou para beijá-la na boca sem mudar o ritmo.

O celular tocar uma vez era normal, mas quando tocou pela segunda vez, Demi cravou mais as unhas nas costas de Joe e franziu o cenho. E se fosse algo importante? Talvez fosse Dianna! Erguer o braço foi difícil porque ela estava longe do criado-mudo e porque Joe a abraçava contra o corpo e estava concentradíssimo no sexo.

   - Joseph. – Chamou e acabou gemeando alto. – Joe, um minuto. – O cenho franzido dele era com razão. Demi o acalmou com beijinhos, só que o resultado foi pior. Se rápido já a deixava em exstasse, devagar a mataria! E para completar Joe estava de olhos fechados, o peso do corpo era responsabilidade dos braços fortes dele e olhar para aquele peito com uma camada escura de pelos não era uma boa opção. Demi o beijou ali mesmo e choramingou quando ele a penetrou devagar e gemeu tombando a cabeça para baixo.
Selena estava encrencada, aliás ela que estava encrencada por ter recusado sem querer a ligação! Demi mordeu o lábio inferior com força e xingou a amiga mentalmente. Pela notificação do celular era possível ler as mensagens de Sel porque elas não eram longas.

   - Joseph, colabora. – Choramingou quando ele acertou em cheio e ela quase chegou ao orgasmo. – Meu Deus, você vai me matar Joe. – Se ele ficasse parado, também não adiantaria. Demi choramingou novamente empurrando o namorado para fora do corpo, se ela não atendesse o celular, Selena ficaria chateada para o resto da vida.

   - Por favor, fala rápido! – Disse Demi ao celular e para pirraça-la, Joe deixou o peso do corpo cair sobre o dela e ah.. Ele sorriu quando Demi engoliu em seco quando ele roçou a cabeça do membro na entrada dela.

   Você me envia mensagens uma hora dessa avisando que vai ter uma festa do pijama na droga do seu apartamento em menos de cinco horas e ainda com gente que eu não conheço? – Selena.

   - Sel.. – Morder o lábio inferior de propósito foi a pior ideia que Demi já teve, aliás, a pior foi atender ao celular, mas já era tarde demais, a única coisa que ela não podia fazer era gemer o nome da amiga. – Sel. – Corrigiu e puxou o cabelo de Joe para fazê-lo parar de provocá-la, mas não deu certo. – Só confirmei agora pouco. Você vem, certo? – Olhá-lo feio não adiantou nada! Demi entreabriu os lábios num gemido mudo quando Joe a penetrou fundo e sorriu a olhando nos olhos.

   - Está gostando, gatinha? – Quem era aquele Joe e o que ele tinha feito com o menino corado dela? Demi o socou nas costas, e se arrependeu amargamente porque ele sabia exatamente o ponto fraco dela.

   - Eu vou te matar. – Disse para Joe se esquecendo da chamada de Selena.

   O que diabos você está fazendo? Tem um cachorro ofegando aí? – Sel.

   Eu estou.. Estou brincando com a Lucy. – Demi puxou o cabelo de Joe com força e o mordeu no ombro para evitar um gemido alto. – E com o cachorro do vizinho. É um cachorro grande e inquieto. – Agora ele ria? Demi tentou belisca-lo com a mão direita, mas Joe foi mais rápido e a colocou a cima da cabeça da namorada.

   Eu nem sei porque diabos eu estou falando com você, nem as minhas mensagens você responde direito. – Selena.

   Não vai ter festa sem você, meu anjo. Desculpa se estou sendo uma idiota, é que tudo está corrido e novo para mim. Eu só preciso de tempo para me adaptar, mas também quero que você faça parte desse momento importante da minha vida. – Ao menos Joe estava parado. Ele tinha descansado a cabeça no ombro dela e ficou tão quietinho que Demi sorriu levando a mão boa para acaricia-lo na bochecha.

   Tudo bem, eu só vou porque contei para os meus pais que estou grávida, não foi ruim, mas meu pai não reagiu muito bem e o clima está estranho entre ele e o Ed. Eu até entraria em mais detalhes, mas você está ocupada. Quando você terminar de transar com o seu namorado, retorna a ligação Demetria! Eu ainda tinha esperança na sua inocência, Joseph! Que pouca vergonha. – Selena.

   - Ela desligou. – Disse Demi a Joe, e os dois riram. – Eu amo muito você. – O sorriso de Demi foi de orelha a orelha ao ver o dele. O celular ficou ali mesmo na cama, e Joe se deitou em cima dele sem querer quando inverteu as posições.


   - Eu também te amo. – Trocaram sorrisos e beijos urgentes conforme os corpos se moviam com precisão. Quando a coberta foi puxada por Demi, tudo ficou ainda mais envolvente por conta do calor delicioso que os envolveu.


***

   - Eu não te alimentei hoje. – Os óculos de grau era a marca registrada de nerd de Joe. Se não fosse a barba por fazer, ele estaria a cara do Joe tímido e que gaguejava ao falar com qualquer mulher.

   - Eu estou bem, coisa fofa. – As bochechas dele coraram quando elas foram apertadas. – Nosso almoço está quase pronto. – As panelas estavam a fogo baixo e Demi aproveitou para se acomodar no colo do namorado que a acolheu de bom grado.

   - Você comeu? – Perguntou a acariciando na bochecha esquerda e Demi fez biquinho pedindo por um beijo.

   Aham, alguns biscoitos com leite. – A melhor coisa em descansar a cabeça no peito esquerdo de Joe era que Demi conseguia ouvir o coração dele batendo. Era tão bom que os olhos dela marejaram e no peito, Demi o beijou voltando a abraça-lo.

   - Acho que a melhor coisa sobre o inverno é poder namorar. – E realmente era. Joe se sentia sufocado com toda aquela neve e frio, não tinha um momento agradável além de namorar com Demi. Sair de casa se transformava num pesadelo e dormir sozinho era horrível! – No Texas é tão quente, é o meu primeiro contato com neve de verdade. – Demi franziu o cenho arrumando a touca na cabeça do namorado. Ele ficava tão fofo e beijável com aquela touca de pompom.

   - Esse ano até que não nevou muito, já enfrentamos invernos rigorosos. – Abraça-lo era bom porque Joe era naturalmente quentinho e com aquele tanto de roupa, ficava ainda melhor. – Onde você mora? – Perguntou um pouquinho envergonhada brincando com os dedos no cabelo da nuca dele.

   - Em Marble Falls no condado de Burnet, não é grande comparado a Nova York. – Eles não tinham nem dez mil pessoas, segundo o censo. A cidade era pequena e ficava no coração do Texas. – Aliás, nem se compara a Nova York. Aqui é tão agitado, para todos os lugares que você olha há pessoas e lojas, é tão barulhento e poluído. – Joe deu de ombros quando Demi arqueou uma sobrancelha.

   - Eu não consigo pensar numa cidade diferente da minha. Estou acostumada com toda essa correria. Acho que vou estranhar conhecer a sua cidade. – O toque suave na bochecha foi para colocar uma mecha do cabelo dela atrás da orelha, Joe a olhou e sorriu logo a beijando brevemente nos lábios.

   - Você vai gostar de desacelerar um pouquinho. – Ele tornou a beija-la na boca e quando a vontade veio, Joe a abraçou descansando a cabeça no peito. – Nós não moramos na cidade, a fazenda é trinta minutos de carro da cidade. – Demi franziu o cenho fitando os olhos de Joe com curiosidade.

   - E.. O que tem para fazer na fazenda? – Perguntou com um pouco de receio de magoa-lo.

   - Muitas tarefas, o trabalho nunca para. – O dia de Joe costumava ser tão absurdamente cansativo. Começava com a alimentação dos animais, às vezes ele colhia os olhos das galinhas, guiava o rebanho no pasto e ainda tinham as plantações! Sem contar às vezes que ele tinha que fazer entregas aos mercados da cidade e cuidar da vida pessoal, aliás, dar aulas de matemática e geometria na escola principal. – Nós acordamos no nascer do sol e dormimos cedo, no final do dia tudo que você quer é deitar e dormir.

   - Parece.. Legal. – Dormir cedo? Até que tudo bem, agora acordar no nascer do sol?! Demi desviou o olhar de Joe e engoliu em seco. Nem precisava ir para Marble Falls para saber que ela literalmente não se encaixava. – An.. Hum.. Onde você estudava? – Perguntou porque pela forma que Joe contava, parecia que naquela cidade não havia nem mesmo chegado energia elétrica a casas.. E ele ainda por cima morava na fazenda.

   - Em Austin. Quatro horas de carro de casa a faculdade. – Demi tentou disfarçar a careta e Joe riu a abraçando. – Olha para mim. – Pediu todo sorridente a olhando e quando Demi o fez, ela forçou um sorriso. – Não somos caipiras, temos tudo que você tem aqui, só que no campo. – A risada dele soou tão feliz no momento em que Demi relaxou. – Você vai gostar, prometo. Vou te levar em todos os meus lugares favoritos e nós podemos passar uma noite na minha casa na árvore. – Aos menos ela sorriu com alguma coisa que ele tinha dito sobre o Texas.


   - Eu sempre quis uma casinha na árvore. – Comentou toda sonhadora. Seria gratificante se ela tivesse uma casa na árvore no quintal de uma casa grande com pais amorosos e muitos irmãos como ela tinha.

   - Eu tenho, e nós podemos ficar lá olhando as estrelas e fazendo amor, o que você acha? – Demi assentiu o beijando nos lábios.

   - Você acha que os seus amigos vão me deixar entrar na casa na árvore para ficar com vocês? – Ela umedeceu os lábios quando Joe a abraçou mais contra o corpo.

   - A casa é minha. – Disse a beijando no queixo. – E eu não quero ficar na casa na árvore com os meus amigos, quero ficar só com você. – Aqueles beijos sempre terminavam na cama, começava com Demi tirando os óculos de grau de Joe e ele a tocando por baixo da blusa, precisamente nos seios.

   - Almoço, querido. – Se ela não tivesse se levantado do colo dele, em questão de segundos o apartamento estaria incendiado do cheiro de queimado da fumaça de arroz com verduras. – Pega os pratos. – Reclamou quando ele a abraçou por trás. Se ela deixasse, Joe passaria o dia a beijando e a acariciando.

   - Amor, nós temos que ir ao aeroporto. – Joe franziu o cenho quando esbarrou em Lucy. Ela tinha aquele péssimo hábito de ficar perambulando na cozinha de olho no que os donos faziam, então todo cuidado era pouco para não tropeçar na pequena. – Falei com a vovó mais cedo, houve um mal-entendido na hora de comprar a minha passagem, eles venderam uma poltrona já reservada. Eu vou trocar aqui porque agora também temos que trocar a sua poltrona. – Demi assentiu o servindo exageradamente quando Joe se aproximou com o prato. Ela tinha aquela mania de querer o entupir de comida toda vez que tinha a oportunidade. – Está bom. – Reclamou porque três colheradas de caldo de abóbora era o suficiente! Ainda tinha o arroz com verduras, brócolis e bifes de carne. – Vamos depois que almoçarmos? – Perguntou a ajudando com o prato e Demi tornou a assentir. Ela não conseguia parar de imaginar em como era onde Joe morava e principalmente se as pessoas gostariam dela.

   - Vamos. – Para ela a comida era pouco. Joe revirou os olhos e se acomodou na cadeira ao lado da que Demi se sentaria. – Eu vou aproveitar para depositar dinheiro para minha mãe e ir ao mercado comprar as coisas para hoje à noite. – Joe arqueou uma sobrancelha e Demi deu de ombros o olhando. – Eu não sei como ela está e jamais vou deixa-la passar dificuldades. Eu a amo e vou cuidar dela sempre.

   - Eu não disse nada. – Para descontrair o clima, Joe a beijou na bochecha e sorriu. – Eu gosto muito da forma que você cuida dela. Não importa o que ela faça, você fica brava, mas sempre está a protegendo e a amando. – Demi nunca tinha parado para pensar no que Joe tinha acabado de dizer. E quando ela refletiu a respeito, assentiu um pouco corada.

   - Eu a amo e hoje, consigo entender algumas das coisas que ela fez. – Ele odiava quando Demi sorria triste. O sorriso dela era bonito demais para ser por um motivo triste. – Tudo bem, amor. – Disse quando ele a beijou na bochecha demoradamente.

   - Então, o que você está planejando para hoje à noite? Eu vou poder ficar com você? – Mais carente que ele não existia! Demi sorriu e distribuiu beijinhos pelo rosto dele.

   - Hum.. – Ronronou porque ela queria provar do caldo de abóbora antes que esfriasse. – Nós dois vamos sair com a Anna e o Rick, mas não vamos ficar muito tempo com eles. Enquanto isso, a Sel ficará no meu apartamento com as meninas para a noite das garotas.

   - E o que vocês vão fazer na noite das garotas? Eu vou poder ir? – Se ele não começasse a comer, Demi bateria nele, Joe tinha certeza que ela o faria sem pensar duas vezes.

   - Não tem garotos na noite das garotas. Nós vamos conversar, brincar, comer besteiras, assistir filmes e fazer muitas coisas legais. – A cada coisa que ela dizia, Joe ficava mais indiferente só para implicar.

   - Ah, eu e o Ed também vamos fazer.. – Ele franziu o cenho, mas não cedeu ao sorriso de Demi. – Nós vamos sair para fazer coisas de garotos. – Murmurou um pouco envergonhado e Demi riu alto.

   - Tipo o que? – Perguntou de sobrancelha arqueada.

   - Tipo ir ao bar tomar cerveja amanteigada. – Demi tornou a rir e ele ficou corado.

   - E vocês vão ao Três vassouras tomar cerveja amanteigada com o Harry, o Rony e a Srta. Granger? – Joe revirou os olhos e foi inevitável não corar mais com a gargalhada de Demi. – Amor, cerveja amanteigada só existe no universo da série Harry Potter. – Explicou e Joe deu de ombros.

   - Eu já vi receitas na internet, ok? – Murmurou focado em tomar o caldo de abóbora misturado ao arroz.

   - Está bem, amor. Você pode tomar cerveja amanteigada com o Ed, só não sei se eles vendem para trouxas tão trouxas como vocês dois e ainda por cima na América. – Joe cerrou os olhos ao olha-la.

   - Você é tão chata quando quer. – Tornou a murmurar. – Então nós vamos tomar cerveja comum num pub com música ao vivo.

   - Amor, você é diabético e vai por mim, cerveja só presta gelada, e está tão frio que ir a um pub é uma péssima ideia. – Demi o tocou no ombro e sorriu amigavelmente.

***

Estava mesmo frio? Ou era a cantoria dentro do carro que os aqueciam? A soneca depois do almoço foi tão deliciosa que quando o celular tocou, não queriam levantar. Deveria ser o pijama quentinho, a coberta pesada e grossa ou o fato de estarem abraçados e preguiçosos, mas agora... Demi nunca tinha visto Joe cantar até perder o fôlego. Ele estava tão feliz e ela não ficava para trás. Teve uma hora que os dois cantaram Take a Bow da Rihanna e o engraçado era que a voz de Demi sempre abafava a de Joe, que mesmo se esforçando para cantar bem, a voz soava tímida e tão tranquila. Quando paravam no sinal vermelho, Demi o enchia de beijos no rosto até que o namorado sorria de olhos fechados sentindo o carinho que recebia.

Agora, o coração de Demi estava batendo mais rápido e ela quieta, o celular em mãos com o instagram aberto na câmera. Custava acreditar que aquele homem lindo estava apaixonado por ela! Demi sorriu de orelha a orelha e não limpou a lágrima que rolou. Ela poderia passar mal ou qualquer coisa senão controlasse as batidas do coração, mas era possível? Joe era um cara muito prudente no trânsito, mas como a movimentação naquela área da cidade estava tranquila, vez ou outra ele olhava para ela enquanto cantava acompanhando a música no rádio.

   Your hand fits in mine like it’s made just for me.. (Sua mão se encaixa na minha como se tivesse sido feita só pra mim) – Ele estava envergonhado, mas enlaçou os dedos aos de dela e determinado, continuou a cantar da melhor forma que podia Little Things do One Direction. – But bear this in mind: it was meant to be.. (Mas coloque isso na cabeça era para ser assim) – E aquele sorriso? Demi sorriu de orelha a orelha e por um pouco o abraçou apertado. – And I'm joining up the dots with the freckles on your cheeks, and it all makes sense to me (E estou ligando os pontos junto com as sardas em sua bochecha e tudo faz sentido para mim) – Os dedos dele tocaram sutilmente o rosto dela na região do nariz, e Demi sorriu alcançando a mão para beija-la e segura-la. No resto da música, Demi aproveitou que Joe estava mais focado no trânsito e pegou o celular para filma-lo. O fato dele estar com a inseparável touca de pompom e com o suéter verde que ela tanto amava o deixava mais fofo e beijável. Durante todo o processo do vídeo, Demi sorria apaixonada, e quando Joe percebeu que estava sendo filmado, ele sorriu envergonhado e continuou cantando.

   - Eu te amo, eu te amo muito Joseph! – A caminhonete tinha acabado de ser estacionada numa das vagas do Aeroporto Internacional John F. Kennedey no Queens, e Demi se livrou do cinto de segurança com tanta pressa porque ela precisava passar para cima de Joe para enchê-lo de beijos e abraça-lo.

   - Eu também amo você, coisa gostosa. – Demi jamais se cansaria de olhar para os olhos de Joe admirada. Eram tão lindos! Encostando as testas, as mãos de Demi tocaram o rosto barbado e as dele descansaram nas costas quando ele puxou mais a namorada para o corpo. – Você me faz o homem mais feliz desse mundo. – Como respondê-lo se ele tinha a beijado na boca devagar e intenso a apertando com vontade e firmeza na cintura? Demi se derreteu nos braços do namorado, ofegou quando ele deixou os lábios dela para beijá-la no lugarzinho próximo no pescoço que o cachecol não protegia.

   Você também me faz feliz, meu nerd gostoso. A mulher mais feliz e sortuda por ter um namorado tão fofo e beijável. – Quando Demi o mordeu, Joe fez careta, mas sorriu quando foi beijado com carinho nos lábios. – Eu não quero sair dessa caminhonete, está tão gostoso ficar assim com você. – A cabeça estava encostada no peito dele e novamente naquele dia, Demi se concentrou em ouvir as batidas do coração.

   - Eu também não. – Disse minutos mais tarde. Ele tinha fechados os olhos e Demi também. – Mas nós temos que sair. Para não passarmos frio, nós podemos caminhar abraçados, o que você acha? – O murmuro manhoso dela foi tudo que Joe precisava ouvir para saber que Demi concordava.

   - Vamos tirar uma foto? – As mãos tocaram o peito dele e Demi se aconchegou manhosa gostando de sentir o calor envolvê-la quando Joe a abraçava e beijava.

   - Vamos. – Joe não pegou o celular dela jogado no banco do carona. Ergueu-se com um pouco de dificuldade e apanhou o celular no bolso traseiro da calça.

   - Eu não sabia que você e a Selena conversavam. – Havia dez mensagens de Selena. 
Quando Joe fitou os olhos de Demi, que não desviavam o olhar dele, restou apenas dar de ombros. A verdade era que Selena estava uma confusão de sentimentos e ela não estava sabendo como administrá-los, então o humor variava com muita facilidade e Sel tinha dito para Joe como ela estava chateada com Demi por deixa-la de lado.

   - Nós conversamos. – Disse a olhando nos olhos. – Somos amigos como você e o Ed.

   - Eu não troco muitas mensagens com o Ed.

   - Você está com ciúme? – Joe sorriu de lado quando Demi se ergueu, umedeceu os lábios e mordeu o inferior.

   - Estou. – O sorriso dela era tão lindo que Joe roubou um breve beijo. – Na verdade, eu não sei se eu estou com ciúme de você com ela, ou dela com você. – O primeiro pensamento de Joe foi sobre os beijos que Demi tinha trocado com Selena. Ele a olhou nos olhos, arqueou uma sobrancelha e franziu o cenho.

   - Às vezes o Ed tenta me convencer que vocês duas são um casal. Vocês não são, eu acho. Ou são?

   - Nós não somos. – Joe não parecia muito convencido, mas quando Demi tirou os óculos dele para usa-los e riu, ele revirou os olhos e a abraçou forte. – Nós somos melhores amigas, e nós gostamos de trocar carinho, mas não somos um casal.

   - Tudo bem, meu anjo. Vamos tirar a nossa foto? – Assim como Demi postou o vídeo, Joe postou a foto no instagram e tinha planos para que ela se tornasse o seu novo papel de parede.

Diferente do interior do carro onde estava quente, o tempo no estacionamento do aeroporto era frio e o único ponto positivo era que a neve tinha sido removida para não atrapalhar o trânsito e nem as pessoas, então não deu muito trabalho para caminhar. Joe abraçou Demi de lado para aquecê-la e porque ele não queria ficar longe dela.

   - O que nós vamos fazer primeiro? – O aeroporto estava lotado! Era tanta gente que Joe se sentiu um pouco sufocado. Em Nova York tudo era em excesso e costumava ser muito barulhento, diferente do lugar onde ele tinha crescido.

   - Eu não sei, o que você quer fazer primeiro? – Perguntou Demi enlaçando os dedos aos do namorado.

   - Vamos trocar as passagens? Se não formos logo, corremos o risco de não conseguirmos poltronas vizinhas. – Se continuasse nevando e as nevascas piorassem, eles não conseguiriam partir para o Texas a tempo da formatura de Rose. Demi não disse muitas palavras a Joe enquanto ele resolvia com o gerente da companhia sobre a troca de poltronas. Mesmo que eles tinham conversado sobre ir ao Texas, ela continuava insegura e considerando a possibilidade de ser rejeitada pelos parentes dele. Mas não diria nada, Joe estava animado e feliz com aquela viagem.

   - Acho que tem um caixa eletrônico por aqui. – Como ela disfarçaria o desanimo? Demi sentia que Joe a olhava diferente estudando a reação dela, mas ele também não disse nada, assentiu a abraçando de lado para que eles pudessem caminhar juntos.

   - Nós conseguimos um bom lugar. – Comentou Joe para descontrair o clima entre eles.

   - Conseguimos. – Tirando a família, Demi estava ansiosa para conhecer cada pedacinho da cidade de Joe com ele. – Estou ansiosa para conhecer a sua casa na árvore. – Ela sorriu quando ergueu a cabeça para olha-lo, e o clima entre eles mudou para algo mais agradável quando Joe também sorriu.

   - Você vai gostar da minha cidade. – Ela esperava que sim. Encontrar um caixa eletrônico não foi um problema, eles esperaram pouco tempo na fila e logo era vez de Demi.
De uma coisa Demi não podia reclamar sobre a Gyllenhaal: eles pagavam muito bem. Ela tinha uma boa quantia no banco, pois não tinha muito com o que gastar, além das despesas domésticas. Transferir um pouco do salário para conta de Dianna acontecia desde que Demi tinha conseguido um emprego, antes ela não podia ajudar a mãe porque o salário de garçonete já estava todo comprometido antes mesmo de recebê-lo. Quinhentos dólares era o que costumava transferir, mas como não sabia onde Dianna estava e se estava tudo bem, Demi dobrou o valor e ainda se sentiu péssima por não poder ajudar mais. Ela não se perdoaria se algo de ruim acontecesse a Dianna por falta de dinheiro.

   - Eu realmente espero que ela esteja bem. – Comentou com Joe sem conseguir esconder como estava preocupada.

   - Ei, vem cá. – Ele teve que puxá-la pela mão para um banco onde eles poderiam conversar sem que alguém ouvisse. – Você está a ajudando como pode, ok? E eu tenho certeza que ela está com dinheiro para conseguir se manter. Ela não viajaria sem economias.

   - Joe, a minha mãe é a mulher mais compulsiva que eu conheço. – Os gastos de Dianna eram absurdos! Ela não tinha prudência quando o assunto era dinheiro. – Ela não fica com dinheiro parado e ela não compra qualquer coisa. Ela quer o melhor e o mais caro nem que ela fique meses pagando.

   - Dem, ela vai ter que aprender a economizar. – Joe estava tão sem jeito por tocar naquele assunto. Ele já tinha notado que Dianna era uma mulher extravagante, mas pelo jeito que Demi tinha dito, parecia ser pior do que ele tinha imaginado. – Ela está em outro país. Nós não sabemos onde ela está vivendo, mas com certeza, ela precisa administrar bem o dinheiro.

   - Eu não deveria ter me demitido para começar algo que eu nem sei se vai dar certo. – Com as mãos, ela cobriu o rosto e respirou fundo pensando na decisão que tinha tomado. – Minha mãe precisa de mim, Joseph. O que eu vou fazer no mês que vem? Ninguém abre escritório do dia pra noite!

   - Dem.. – Ele a abraçou de lado. – Talvez ela consiga um emprego. – Tinha situação mais constrangedora? Demi o olhou de cenho franzido e Joe sentiu as bochechas corarem. – Querida, ela pode trabalhar numa lanchonete, escritório...

   - Ou ela pode voltar a se prostituir. – O coração dele se partiu em tantos pedacinhos quando Demi o olhou nos olhos triste e preocupada.

   - Ela disse que queria ser feliz longe desse mundo da prostituição, Dem. Por isso ela foi embora. – Disse a olhando nos olhos. – Mas amor, nós podemos cuidar dela. Eu não sou um cara rico.. mas posso te ajudar a enviar dinheiro para ela.

   - Você é incrível, sabia. – Demi o abraçou se sentindo feliz e segura por ter Joe para cuidar dela. – Eu vou dar meu jeito, obrigada amor. – O sorriso foi tão forçado que Joe não o retribuiu, acariciou-a no rosto colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.

   - Quando você está triste, eu fico acabado. – O suspiro dele só confirmava a tristeza e desanimo por vê-la triste. – Nós vamos dar um jeito, bebê. Só sorria, eu estou aqui e te amo muito. – Não foi o sorriso de orelha a orelha que ela costumava esboçar, mas também não foi triste.

   - Só vou ficar feliz porque você está comigo. – Disse manhosa o abraçando. – E também porque eu tenho bons amigos e a melhor família do mundo.

   - Você merece, querida. – Joe a beijou na testa e depois nos lábios. – O que nós vamos fazer agora? Quer ir para casa? Tomar um café? – Perguntou enlaçando os dedos aos dela.

   Amor, você sabe que eu não gosto muito de café, prefiro chá. – Murmurou manhosa. – E nós temos que ir ao mercado, lembra? Hoje à noite nós vamos sair com a Anna e o Rick, ao mesmo tempo em que estará rolando uma festa do pijama no meu apartamento.

   - São tantas coisas para lembrar. – Disse se levantando e oferecendo a mão para que pudesse ajudar a Demi. – Eu só queria ficar sozinho com você o resto do dia. Hoje mais cedo foi tão bom. – Se não estivessem em público, Demi o esbofetearia de brincadeira porque ela conhecia muito bem aquele sorrisinho safado.

   - Sabe o que eu acho engraçado, é que você não quer nem saber de ler HQ e assistir desenho animado depois que nós começamos a namorar. – Controlar a vontade de mordê-lo era missão muito difícil, então Demi o abraçou forte e sorriu lindamente o olhando.

   - Eu tenho você e eu quero passar o meu tempo só com você, seja lendo HQ, assistindo desenho ou fazendo amor para te pirraçar no celular. – Os lábios se encaixariam num beijo de tirar o fôlego, mas o celular de Demi começou a tocar e ela sorriu de orelha a orelha ao ver o nome na tela “Pai”.

   - Eu amo você querido. – Disse antes de anteder ao celular. – Boa tarde, papai! – O sorriso não saía dos lábios de Demi, e Joe se sentiu mal porque ele não ficava nenhum pouco animado quando o assunto era Inácio. Na noite passada, o jantar não foi ruim, ele recebeu olhares intimidantes de Inácio e a única companhia para conversar era Augusto, que estava tão intimidado quanto ele.

    Boa tarde, meu anjo. Como você está? – Inácio.

   Estou bem, e você? – Demi.

   Muito bem e com saudade de você pequena. Hoje à noite, suas irmãs vão ao seu apartamento para festa do pijama? – Inácio.

   Eu também estou com saudade. É, nós só confirmamos hoje mais cedo. Quero apresentá-las a Selena de uma forma mais descontraída, tudo bem? – Demi.

   Tudo bem. Querida, eu pensei que nós poderíamos ir ao mercado. Eu sei como funciona uma festa do pijama e eu tenho sete garotas. – Inácio.

   - Está tudo bem, eu estou com o Joe no John F. Kennedey. Não precisa ficar preocupado, eu vou providenciar tudo. – Demi.

   Aeroporto? Fala para o garoto que eu mandei um oi. Não senhora, espere um pouco... Pronto. Você está desempregada e eu não quero que faça gastos. Eu posso comprar o que vocês precisam para hoje à noite, não tem problema. – Inácio.

   - Papai mandou oi. – Disse Demi a Joe e ele forçou um sorriso e murmurou “Oi para ele também”. Foi tão desanimado que Demi cerrou os olhos ao olha-lo. – O Joe mandou oi. Nós tivemos problema com as poltronas, mas está tudo bem, vamos para o Texas no sábado à noite. Eu não acho necessário. Eu as convidei.

   - Vamos conversar sobre essa viagem. Estou esperando no Walmart perto do aeroporto. Tenha cuidado no trânsito, beijo querida. – Inácio.

   - Ele desligou. – Demi respirou fundo e fitou os olhos de Joe. – Ele disse que está nos esperando no Walmart. – Disse sustentando o olhar de Joe, que não parecia nada feliz, e não se forçava para esconder. – Você não gosta do meu pai. – Quando ele ficou calado, ela revirou os olhos e começou a caminhar na frente.

   - Dem, espera! – Por que diabos ela sempre tinha que sair disparada na frente quando estava chateada? Joe apressou o passo, e quando esbarrou em algumas pessoas, teve que pedir desculpas. – Demi, espera! – Tornou a chamar quando ela passou pelas portas de vidro com tanta pressa que ele quase se chocou com tudo na porta porque não prestava atenção no caminho que fazia. – Ei! – Disse a olhando nos olhos porque finalmente tinha conseguido alcança-la e para ela não fugir, a mão abraçou-a no braço direito com firmeza. – O que foi isso? – Perguntou e Demi expirou cansada.

   - Você não gosta do meu pai. – Disse erguendo a cabeça para olha-lo nos olhos.

   - Eu acho que você está confundindo as coisas. Ele que não gosta de mim. – Joe sustentou o olhar dela e a soltou porque não queria que as pessoas percebessem que eles estavam a ponto de ter uma briga explosiva e nem que o julgassem como um cara agressivo.

   - Ele foi duro, mas não te maltratou e em nenhum momento disse que não gostava de você. Você tem que entender que ele só quer me proteger. – Quando ele assentiu sorrindo, Demi se controlou para não ataca-lo com tapas.

   - Quer saber? Eu estou cansado! – Agora foi ele quem começou a caminhar em direção ao carro e Demi teve que se esforçar para conseguir acompanhar os passos largos. – Desde que você está com eles, eu tenho que implorar a sua atenção porque você só tem tempo para as suas irmãs e o seu pai. Ontem foi a noite mais desconfortável de toda a minha vida! Primeiro você jogou um balde de água fria no meu sonho de ser pai, depois você destratou o meu estado e me deixou durante todo o dia. À noite no jantar, você não estava nem se importando se eu estava bem ou não! – A porta da caminhonete foi aberta tão bruscamente que quase arranhou e amassou o carro vizinho. – E não me olha com essa cara! A Selena também está chateada com toda essa indiferença da sua parte. Você não responde as mensagens dela e nem dá um pingo de atenção para ela. Agora tudo é o seu pai e as suas irmãs. – Se ele ficasse mais nervoso, era certeza que passaria mal. Joe respirou fundo para se controlar e evitou olhar para Demi quando ela adentrou a caminhonete.

   - Você está exagerando! Eu não disse: Amor, nós não vamos ter filhos. Eu só não estou preparada para ser mãe agora, entendeu?!

   - Você queria filhos alguns dias atrás, e do nada mudou de ideia. – Murmurou cansado.

   - Eu só não estou preparada. E eu fiquei preocupada com você, mas não foi pra tanto. Não aconteceu nada demais no jantar, em nenhum momento o meu pai apontou uma arma para sua cabeça ou algo semelhante. Vocês tem que entender que eu quero aproveitar a família que eu nunca tive. – Não era intencional dar prioridades para uns e deixas os outros para segundo plano, e Demi sentia que não o fazia.

   - Nós entendemos perfeitamente, só não queremos ser segunda opção! – Disse fitando o volante. – Ele está jogando indiretas o tempo todo e não perde uma oportunidade de me fazer de trouxa, como ontem quando pediu a minha habilitação e me interrogou na frente de todos como se eu fosse um moleque vagabundo que está se aventurando na cidade com um carro roubado. E agora ele está nos esperando na droga do Walmart para terminar de me humilhar pagando a conta porque ele acha que o meu emprego é brincadeira.

   - Você é um idiota. – Murmurou nervosa. – E a sua prima? Aposto que ela está ansiosa para contar para todo mundo sobre a merda dos vídeos e que a minha mãe é uma prostituta, aliás, eu acho que ela já contou e quando nós chegarmos na sua roça, todas vão rir da minha cara e fazer a sua cabeça para terminar comigo. Se já não estão fazendo... – Era só ela tocar no nome Texas com desprezo, que Joe virava uma fera, e dessa vez não foi diferente. Ele a olhou com raiva e umedeceu os lábios.

   - Eu prefiro morar na minha roça do que viver no seu mundinho moderno cheio de tanta gente mesquinha, fútil e.. e.. superficial. – Disparou nervoso. – De novo com essa história, Demetria! – Disse um pouco alto e levou as mãos ao rosto. – Por que você precisa da opinião de outra pessoa para ser feliz? Eu estou cansado de fazer essa pergunta! Qual o motivo? Por que diabos você precisa que as pessoas olhem para você sempre com aprovação e orgulho? Por que você quer que elas fiquem te bajulando o tempo todo? Você não consegue viver sem se importar? Parabéns, ninguém precisou fazer a minha cabeça para cogitar a ideia de terminar com você.

   - Você está terminando comigo? – Durante os quase dez minutos que se passaram, Joe guiou o carro para o Walmart e Demi quase perdeu a fala porque ela não acreditava no que tinha ouvido.

   - Não estou terminando com você. – Como o supermercado não ficava longe do aeroporto, não demorou nada para que chegassem.
   - Eu não vou para o Texas, e pode ficar despreocupado, você não vai ficar no prejuízo. – Desde quando ela descia do carro sem beijar os lábios de Joe, abraça-lo e dizer um caloroso eu te amo? E ele deveria chorar? A vontade de Joe era de correr atrás de Demi e pedir desculpa por ser tão inseguro quanto ela. Ele estava com medo de Inácio e assumia que tinha ciúme das irmãs. Mas quando o carro de trás buzinou, Joe teve que avançar com a caminhonete limpando uma lágrima e desviando o olhar da namorada que caminhava com pressa para longe dele.

Continua... Oi, tudo bem com vocês? Passei para deixar uma parte do capítulo, eu gostaria de posta-lo todo, mas iria ficar muito grande! Era para eu ter postado ontem, só que a internet daqui de casa deu um probleminha e eu estou dependendo da internet do meu tio :/ Enfim, espero que vocês gostem do capítulo! Comentem a opinião de vocês! Obrigada pelos comentários e visualizações, abraço para vocês e até o próximo capítulo!